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As escolas montessorianas têm como meta o desenvolvimento das habilidades e talentos de cada aluno, procurando dar sentido prático à aprendizagem para possibilitar melhor integração do aluno/indivíduo à sociedade.
A metodologia montessoriana procura desenvolver a inteligência através de processos operativos e autoconstrutivos.
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No Sentido de Aprendizagem |
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Para nós, o verdadeiro aprender estrutura-se no tripé: a família, que conhece bem a proposta curricular de nossas escolas, pode favorecer a integração da criança no ambiente social e avaliar, com a escola, tudo o que o aluno aplica em seu dia-a-dia e a segurança com que resolve suas situações-problema. |
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Na organização das turmas |
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O agrupamento, ou junção de alunos de 2 a 3 faixas etárias diversas, sempre foi visto como uma proposta ousada de Maria Montessori. Hoje, este conceito é completamente aceito no meio acadêmico, na lei e nas mais variadas propostas pedagógicas, que, enfim, se aperceberam da artificialidade do trabalho seriado.
Em nenhum outro espaço da vida, indivíduos são limitados a relacionarem-se estritamente com outros indivíduos de sua mesma faixa etária, como nas escolas tradicionais. Uma criança maior tem muito prazer de ensinar à menor o que já sabe e vice-versa. É aí que o verdadeiro conhecimento se constrói.
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Apresenta-se de três maneiras diferentes:
- Salas-ambientes especializadas (de 2 a 8 anos);
- Laboratórios do Conhecimento (de 9 anos em diante);
- Oficinas para o Trabalho + Empreendedorismo (de 8 anos em diante).
Cada sala ou agrupamento montessoriano procura, primeiro, expressar o ambiente acolhedor de uma casa, com tudo no seu lugar e acessível ao aluno, facilitando a sua independência e a aquisição de responsabilidades cada vez mais complexas. Como o ambiente de sala deve ser uma representação do mundo ou um microcosmo social, os materiais contemplam as áreas da linguagem, matemática, história, geografia, ciências, geometria, artes plásticas, música, psicomotricidade e outras afins.
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As escolas montessorianas possuem um “enxoval” ou aparato de materiais especializados que, em sua formas tri ou bidimensionais, expressam todos os conceitos que o aluno precisa absorver com sua mente e suas percepções naquele ano escolar. Os materiais, em geral, servem a 2/3 faixas etárias, sendo que alguns são usados em etapas posteriores, representando conceitos mais abstratos, como, por exemplo, os algébricos. O uso dos materiais é complementado por atividades dinâmicas e criativas de escrita, leitura, pesquisa, artes, informática, além de atividades práticas que possibilitam a aplicação dos conceitos adquiridos. Os materiais concretos são considerados como o “professor que permite livre acesso, livre opção, uso consciente, com autocorreção”. (Maria Montessori) |
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Os professores são orientadores de aprendizagem através do processo de autoconstrução, levando “seus alunos ao aprendizado significativo, isto é, dando sentido ao conhecimento aplicado na vida real, onde, hoje, os valores são transitórios, num mundo onde tudo acontece velozmente, virtual e coloridamente.” (Encarte Educação - Veja/SP) O professor é o grande incentivador das descobertas, da conquista da autoestima e do prazer do aprender. Ele é o arquiteto do construir-se. |
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Algumas escolas montessorianas, por sua missão, propõem-se ao desafio de trabalhar na construção de uma sociedade inclusiva, abrindo seu espaço para o atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais, pela possibilidade de realizar um bom trabalho em que diferenças são bem-vindas e enriquecedoras, sempre no sentido de refletir a sociedade na qual nos inserimos, transformando-nos e transformando-a. |
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A avaliação é vista como processo diário, alimentando nossa prática pedagógica. É através dela que podemos rever propostas, ajustar interesses e esclarecer dúvidas. Nosso aluno aprende que a autoavaliação e a avaliação em grupo são importantes, pois criam espaço de fala, reflexão e escuta, momentos de verdadeiro aprendizado para todos. A família, bimestralmente, participa do processo avaliatório da produção de seu filho, mas preocupando-se também do como ele é em casa, o que produz e a forma como expressa seu conhecimento e os valores de sua comunidade. É importante que o aluno sinta que sempre será avaliado, mas que o importante é como ele se avalia e como sua família o percebe. |
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Na interação com a família |
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O acolhimento das famílias nas escolas montessorianas é parte de sua missão educativa, pois os pais, a escola e a sociedade são, realmente, os responsáveis diretos pela vida educacional de cada aluno. As equipes, por missão e ideal, são muito fraternas e conciliadoras.
Deseja-se que o adulto, professor, pais de alunos, direção, ou seja, todos vivam uma relação aberta, franca e promissora de integração.
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As escolas montessorianas e suas equipes consideram que fazem um trabalho muito especial, não diretivo, integrado, não só às atuais leis brasileiras, mas aos desejos de transformação de uma sociedade nada humanista, que precisa formar cidadãos conscientes, críticos, saudáveis emocionalmente, podendo competir nos “vestibulares” da vida, sem mecanismos e com competência.
Talita de Almeida
Educador Montessori Internacional |
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